Novidades PSP rejeita caça ao imigrante em Portugal e aponta risco em rotas

2 min de leitura Portugal
Passaportes europeus e notas de euro sobre um mapa
Fotografia: Marta Branco / Pexels

O superintendente-chefe João Ribeiro, diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela UNEF (Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras), rejeitou de forma categórica a existência de uma estratégia de perseguição ou "caça ao imigrante" em Portugal. Em entrevista à agência Lusa a 13 de setembro de 2026, o responsável reagiu às críticas levantadas por associações de defesa dos imigrantes.

Abordagem inteligente e focada nos fatores de risco

De acordo com o responsável da PSP, a atuação da UNEF não corresponde a buscas indiscriminadas ou batidas policiais. A estratégia policial baseia-se na identificação prévia de áreas e situações de maior vulnerabilidade e risco em território nacional.

O foco principal recai sobre as áreas metropolitanas, apontadas como pontos de maior incidência de permanência em situação irregular por cidadãos estrangeiros. A autoridade policial sublinhou que a meta é dar cumprimento à legislação em vigor, o que pode implicar processos de afastamento para quem não reúna autorização de residência válida.

Aumento de entradas por transportes terrestres

A PSP alertou também para o crescimento de fluxos de imigrantes em situação irregular que entram em Portugal através de comboios e autocarros, provenientes de outras regiões do espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação), com destaque para os pontos de chegada em Lisboa e no Porto. Para a força de segurança, o país continua a ser utilizado em determinados casos como rota de trânsito secundário rumo a outras nações da União Europeia.

  • Controlo reforçado: Vigilância redobrada em eixos rodoviários e ferroviários nas grandes cidades.
  • Movimentos secundários: Monitorização de fluxos vindos do resto da Europa em articulação com outras polícias de fronteira.
  • Notificações anteriores: A autoridade lembra que subsistem dezenas de milhares de processos pendentes de notificação de abandono voluntário emitidos no seguimento da transição de competências da extinta AIMA.

O impacto prático para os imigrantes

Para quem vive em Portugal ou planeia fixar residência, a mensagem oficial reforça a necessidade de manter toda a documentação rigorosamente em dia, respondendo prontamente a notificações administrativas. A fiscalização em eixos de transporte e zonas urbanas densas continuará a ser intensificada ao abrigo das novas diretrizes de controlo de fronteiras e fluxos migratórios.

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Fontes

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