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AIMA aponta queda de 35% em reclamações e média de 32 elogios mensais

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Passaportes europeus sobre um mapa
Fotografia: Marta Branco / Pexels

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) divulgou novos dados estatísticos referentes ao primeiro semestre de 2026, apontando para uma descida de 35,8% nas reclamações em comparação com o mesmo período de 2025. De acordo com a administração do órgão, a percentagem média de queixas em relação aos atendimentos efetivos recuou de 6,9% para 2,7%.

O anúncio foi reforçado pelo presidente do conselho diretivo da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, que destacou o volume de produção alcançado pela entidade. No entanto, a leitura oficial dos dados gera controvérsia com estruturas sindicais e entidades representativas dos trabalhadores e imigrantes.

O que dizem os dados oficiais da AIMA

Segundo o balanço oficial divulgado em setembro de 2026, a evolução positiva na capacidade de resposta operacional veio acompanhada de novos canais de diálogo com os cidadãos, incluindo a integração da agência no Livro Amarelo Eletrónico (LAE) ao longo deste ano.

  • Queda de reclamações: A proporção de queixas caiu de 6,9% para 2,7% face ao total de atendimentos efetivados entre janeiro e junho de 2026.
  • Registro de elogios: A agência contabilizou uma média de cerca de 32 elogios por mês nas Lojas AIMA durante o primeiro semestre.
  • Aumento de atendimentos: Houve um crescimento superior a 60% no número de atendimentos efetivos realizados nas Lojas AIMA no mesmo período comparativo.

A contestação sindical e os problemas no terreno

Apesar dos indicadores positivos avançados pela tutela, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) contestou publicamente a interpretação dos números. Para o sindicato, a diminuição de reclamações registadas nos canais formais não reflete necessariamente uma melhoria estrutural ou maior satisfação dos utentes.

A estrutura sindical argumenta que a descida pode estar associada a barreiras crescentes no acesso aos serviços, dificuldades no contato telefónico, falta de resposta atempada a e-mails e longas filas de espera, fatores que acabam por desincentivar o imigrante a formalizar a queixa. A Ordem dos Advogados também tem apontado recorrentes constrangimentos no acompanhamento de processos e na obtenção de informações atualizadas.

O impacto prático para quem aguarda regularização

Para o imigrante que interage com os serviços públicos em Portugal, a divergência entre estatísticas institucionais e a realidade diária dos balcões sublinha a importância de monitorizar os processos de perto. A aposta da agência na descentralização através de protocolos com os Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) pretende mitigar as falhas de proximidade, mas os atrasos pontuais e os erros na emissão de documentos continuam a ser uma realidade reportada por muitos utentes.

Se você está enfrentando problemas de atendimento, prazos estourados ou incorreções no seu título de residência, consulte os canais oficiais de suporte ou dirija-se a um balcão autorizado de atendimento para regularizar a sua situação. Para mais dicas e orientações sobre direitos e prazos, consulte a nossa seção de Guias.

Fontes

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