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AIMA acumula 400 mil processos pendentes e define novo plano de regularização em Portugal

Agência responsável pela imigração em Portugal lida com um passivo expressivo herdado do extinto SEF. Governo implementa novas medidas digitais para tentar desafogar o atendimento e acelerar a emissão de autorizações de residência.

Por 2 min de leitura
Aerial view of Lisbon's red rooftops and historic architecture under a cloudy sky.
Fotografia: Taras Chuiko / Pexels

A transição de competências do extinto SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) para a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) continua gerando impactos diretos no cotidiano de centenas de milhares de imigrantes em Portugal. Com um passivo acumulado que ultrapassa a marca de 400 mil processos pendentes, o órgão enfrenta o desafio de reestruturar o atendimento e normalizar a situação documental de quem vive no país.

O que muda no atendimento e na análise de processos

Para tentar solucionar o represamento histórico de pedidos de autorização de residência, a AIMA adotou novas diretrizes operacionais. Entre as principais mudanças está a descentralização do atendimento, que passou a contar com o apoio de balcões municipais em várias regiões de Portugal, além da digitalização de etapas que antes exigiam presença física obrigatória.

Segundo balanços divulgados pelo governo português, a prioridade tem sido dada aos processos mais antigos e às autorizações de residência vinculadas a acordos específicos, como o regime de facilitação para cidadãos da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A quem se aplica e quem fica de fora

As novas medidas de agilização beneficiam diretamente:

  • Imigrantes com manifestações de interesse antigas que aguardavam a formalização do processo;
  • Trabalhadores estrangeiros que já se encontram legalmente em território português à espera de renovação ou concessão de títulos;
  • Cidadãos beneficiários do acordo da CPLP que necessitam da emissão do documento físico (certificado de residência).

Por outro lado, novos pedidos submetidos sem o cumprimento estrito dos requisitos previstos na lei de estrangeiros continuam sujeitos a prazos de análise mais longos e a eventuais recusas, caso falte documentação básica como o NIF (Número de Identificação Fiscal) e o NISS (Número de Identificação da Segurança Social).

Prazos e o que o imigrante deve fazer

Se você tem um processo pendente na AIMA, a recomendação oficial é manter o cadastro atualizado na plataforma digital do órgão. Os prazos de resposta continuam variando conforme a complexidade do caso e a conservatória ou delegação regional responsável.

Caso enfrente atrasos excessivos ou dificuldades de agendamento, o usuário pode recorrer aos serviços de apoio jurídico disponibilizados por centros locais de apoio ao imigrante ou buscar orientação diretamente na nossa seção de comunidades e suporte prático.

Passos recomendados para regularizar a situação

  1. Acesse regularmente o portal digital da AIMA para verificar o status do seu processo.
  2. Certifique-se de que os seus dados de contato (e-mail e telefone) e endereço estão corretos.
  3. Guarde todos os comprovativos de pagamento de taxas e recibos de submissão anteriores.
  4. Consulte fontes oficiais e evite intermediários não autorizados que prometem acelerar processos mediante cobranças ilegais.

Fontes

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