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Espanha supera 530 mil autónomos estrangeiros e chineses lideram o ranking

3 min de leitura Trabalho
Businessmen walk past BBVA building in city with rental bikes.
Fotografia: El gringo photo / Pexels

O perfil do trabalho autônomo na Espanha está mudando de forma acelerada, impulsionado pelo forte crescimento de profissionais de nacionalidade estrangeira. Segundo os dados oficiais mais recentes publicados pela Seguridad Social (órgão de previdência social espanhol) e divulgados em um relatório da UPTA (União de Profesionais e Trabalhadores Autónomos), o país registrou 532.356 trabalhadores autônomos estrangeiros filiados ao RETA (Régimen Especial de Trabajadores Autónomos) em julho de 2026.

Esse volume representa um salto expressivo de 33,1% em comparação com julho de 2022, quando o sistema contava com 399.890 cotizantes de fora do país. Em contrapartida, o número de profissionais autônomos de nacionalidade espanhola diminuiu 0,3% no mesmo período, caindo para 2.930.326 pessoas. Sem a contribuição dos imigrantes, o sistema de trabalhadores por conta própria na Espanha acumularia queda em vez de crescimento.

Quem lidera o ranking por nacionalidades?

O mapa do empreendedorismo imigrante na Espanha é liderado de forma ampla por cidadãos da China, que somam 71.242 afiliados. Em seguida, completam as primeiras posições do ranking a Romênia, com 55.051 profissionais, a Itália (44.358), o Marrocos (34.919) e o Reino Unido (26.416).

Entre as nacionalidades que registraram o maior dinamismo e crescimento percentual nos últimos quatro anos destacam-se:

  • Colômbia: alcança cerca de 24.000 autônomos, com um acréscimo de 13.269 filiados desde 2022.
  • Ucrânia: soma 17.066 profissionais, registrando um aumento de 11.358 cotizantes.
  • Rússia: atinge 16.341 trabalhadores, com mais 11.277 altas no período.

Outras comunidades com forte presença no tecido empresarial autônomo incluem a Alemanha (20.628), a Venezuela (19.484) e a França (17.043).

Onde se concentram e quais são os setores?

Geograficamente, o autoempleo estrangeiro mantém uma forte concentração urbana e nas regiões de maior dinamismo econômico e turístico. Cerca de 70% do total de autônomos estrangeiros está reunido em quatro comunidades autônomas: Catalunha, Comunidade Valenciana, Comunidade de Madri e Andaluzia.

Tradicionalmente, setores como o comércio, a hostelaria e a construção civil absorvem a maior fatia dos negócios liderados por imigrantes. No entanto, relatórios setoriais evidenciam uma penetração crescente em atividades de maior valor agregado, como serviços profissionais, científicos e técnicos, transporte, atividades imobiliárias e tecnologia da informação.

O impacto na economia e o que exige a lei

Especialistas apontam que a chegada de novos empreendedores estrangeiros tem cumprido um papel fundamental para evitar o declínio de milhares de pequenas empresas ameaçadas pela falta de relevo geracional e pelo envelhecimento demográfico na Espanha. Para quem planeja abrir o próprio negócio e regularizar a situação por conta própria, o processo exige cumprir exigências rigorosas perante a Extranjería (órgão de migração espanhol) e a Agencia Tributaria.

Os principais passos e obrigações para atuar legalmente incluem:

  • Possuir uma autorização de residência válida que habilite para o trabalho por conta própria ou obter o visto correspondente.
  • Obter o NIE (Número de Identificación de Extranjero).
  • Efetuar a declaração censal de início de atividade na Agencia Tributaria através dos modelos oficiais.
  • Realizar a inscrição no RETA junto à Seguridad Social no prazo máximo regulamentar.

Para consultar mais detalhes sobre oportunidades de integração e emprego, acesse a nossa seção de comunidades.

Fontes

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