Novidades Espanha

Prisão e expulsão: cobravam 900 euros de imigrantes em garajão

2 min de leitura Novidades
Passaportes europeus e notas de euro sobre um mapa
Fotografia: Marta Branco / Pexels

Dois homens foram condenados pela justiça da Espanha após uma investigação policial comprovar que cobravam até 900 euros de imigrantes para escondê-los em garagens na cidade autônoma de Ceuta. A operação, batizada de Operação Senen e conduzida pela UCRIF (Unidade Contra as Redes de Imigração Ilegal e Falsedades Documentais da Polícia Nacional), desmantelou o esquema de exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade.

O esquema de exploração e os valores cobrados

De acordo com as investigações judiciais e policiais divulgadas no início de setembro de 2026, o caso veio à tona após denúncias de vizinhos na avenida dos Reyes Católicos, em Ceuta. Os proprietários e gestores do espaço aproveitavam a chegada de imigrantes — muitos deles após cruzarem a fronteira a finais de julho — para cobrar valores abusivos pelo uso de vagas de garagens fechadas.

Os depoimentos recolhidos pelas autoridades apontam que as vítimas pagavam quantias que chegavam a 900 euros mensais ou diárias elevadas para permanecer ocultas no local, aguardando uma oportunidade de travessia clandestina rumo à península Ibérica. Embora a polícia tenha localizado inicialmente oito pessoas no interior dos garagens (incluindo duas mulheres), estima-se que cerca de uma dezena de pessoas tenham convivido simultaneamente nas instalações insalubres.

As sentenças aplicadas pela justiça

O desfecho judicial resultou em condenações distintas para os dois envolvidos:

  • Primeiro réu (cidadão local): Condenado a nove meses de prisão por delito contra os direitos dos cidadãos estrangeiros e mais seis meses de prisão pelo crime de ameaças (praticadas contra vítimas que colaboraram com as autoridades). A pena corporal foi suspensa pelo período de cinco anos, condicionado à não reincidência.
  • Segundo réu (cidadão marroquí com residência legal): Condenado pelo mesmo crime de favorecimento da imigração irregular, tendo a pena de prisão substituída pela expulsão imediata da Espanha, ficando proibido de retornar ao país durante cinco anos.

O impacto para a comunidade imigrante

O caso evidencia os riscos enfrentados por recém-chegados em situação de extrema vulnerabilidade nas fronteiras terrestres espanholas, que frequentemente caem nas mãos de redes de exploração habitacional. Redes de apoio e órgãos de fiscalização continuam monitorando práticas abusivas de aluguel e coação em bairros periféricos.

Para denúncias de exploração de moradia ou abusos contra imigrantes, as autoridades espanholas disponibilizam canais oficiais na Policía Nacional e na Seguridad Social, além de suporte jurídico por meio de entidades de assistência social locais.

Fontes

EspanhaNovidadesCeutaExtranjeríaPolícia Nacionalimigração irregularResidênciaImigração

Partilhar

Esta peça cita fontes oficiais sempre que trata de prazos, taxas ou requisitos legais. Encontrou algo desatualizado? Diga-nos e corrigimos.